O Gol de Ouro morreu por causa do medo
A regra prometia ataque, mas gerou o contrário. Entenda a lógica perversa por trás do fim da 'morte súbita'.
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A FIFA não aboliu o gol de ouro por falta de emoção, mas porque a regra sufocava o jogo que pretendia salvar. Em vez de incentivar o ataque feroz nas prorrogações, a "morte súbita" paralisou as equipes, criando um cenário onde o medo de perder superava a vontade de vencer. Utilizada nas Copas do Mundo de 1998 e 2002, a regra produziu momentos icônicos, como o gol de Laurent Blanc que garantiu a vitória da França sobre o Paraguai, mas esses lampejos de brilho foram exceções em um mar de cautela tática.
A lógica era simples: o primeiro time a marcar vencia o jogo imediatamente. No entanto, na prática, isso significava que qualquer erro defensivo era fatal. As equipes, aterrorizadas pela perspectiva de um erro que encerraria a campanha, optavam por "estacionar o ônibus" e jogar no erro do adversário.












