Milan, Amorim corta elenco: Maignan, Rabiot e Modrić na mira
Amorim deve reduzir o Milan para 25 unidades até 31 de julho. Entre veteranos e jovens começa a nova era rossonera.

Amorim deve reduzir o Milan para 25 unidades até 31 de julho. Entre veteranos e jovens começa a nova era rossonera.

Ruben Amorim já começou a trabalhar remotamente no futuro do AC Milan, apostando num elenco de 30 jogadores que deverá reduzir para 25 até 31 de julho, prazo imposto pela UEFA para inscrição nas competições europeias. O treinador português vê-se confrontado com um desafio técnico e de gestão: decidir o destino de veteranos como Mike Maignan, Adrien Rabiot e Luka Modrić, ao mesmo tempo que tenta convencer os protagonistas a abraçarem o seu projecto desportivo. O guarda-redes Maignan, que regressa de uma temporada marcada por lesões, representa uma das questões mais delicadas.
O francês, símbolo da defesa rossonera, terá que demonstrar que pode ser parte integrante do novo ciclo, apesar das dúvidas sobre a continuidade física. Rabiot, que chegou a título gratuito no verão de 2024, também terá que consertar sua relação com os torcedores e o treinador depois de um ano flutuante, enquanto Modrić, hoje com 39 anos, se prepara para uma última temporada com a camisa rossoneri ou uma despedida que encerraria uma era. Ao mesmo tempo, Amorim olha para o futuro.
Samuel Chukwueze e Yunus Musah, ambos adquiridos no último mercado, têm a oportunidade de desempenhar um papel central no projeto. O nigeriano Chukwueze, vindo do Villarreal, terá de confirmar as excelentes exibições no final da temporada, enquanto o inglês Musah, que regressa de um ano complicado devido a lesões, terá a oportunidade de se redimir sob a orientação do novo treinador. A redução do plantel não será apenas um exercício de cortes, mas uma oportunidade para redefinir a identidade da equipa.
A tática de Amorim não permite meias medidas e impõe uma seleção natural baseada nas exigências atléticas. O seu sistema, baseado em transições rápidas e pressões sufocantes, exige centímetros e fôlego que um jogador de trinta e nove anos como Modrić luta para garantir durante noventa minutos. O croata continua a ser um mago da geometria, mas corre o risco de se tornar num calcanhar de Aquiles na fase sem posse de bola.
Rabiot, por outro lado, tem motor físico para manter o ritmo, mas a sua descontinuidade mental é um perigo para uma equipa que deve ser um bloco monolítico. Amorim deve optar entre focar no instinto do francês ou na disciplina tática dos elementos mais jovens, sacrificando o nome de destaque pela funcionalidade do coletivo. Depois, há a questão orçamental, que paira como uma espada de Dâmocles sobre todas as decisões técnicas.
As vendas de Rabiot e Modrić serviriam não apenas para reduzir a lista, mas para gerar ganhos de capital e libertar pesados salários para o Fair Play Financeiro. Toda saída é uma oportunidade de mercado: liberar recursos hoje significa ter margens para comprar o atacante ou zagueiro que falta. Amorim vê-se assim obrigado a lidar com a realidade económica, transformando a gestão do plantel num puzzle matemático onde o valor desportivo deve necessariamente alinhar-se com a sustentabilidade financeira.
Não se trata apenas de um exercício contabilístico, mas de uma necessidade táctica imperativa. Amorim exige intensidade e pressão constante, características difíceis de conciliar com o declínio da carreira dos senadores. O treinador português está claramente a desenhar uma equipa atlética e vertical, disposta a sacrificar o puro talento em troca da geometria das pernas e do jogo.
O contexto milanês, no entanto, não perdoa. A gestão precisa de resultados imediatos para voltar à Liga dos Campeões e isso cria um perigoso curto-circuito entre a necessidade de modernização do elenco e a obrigação de manter a competitividade. Depender demais de Chukwueze e Musah, sem um pára-quedas de experiência, poderia transformar a temporada em um campo de provas excessivamente caro.
O desafio de Amorim é equilibrar essa transição sem causar o colapso dos pontos na classificação, demonstrando que seu projeto não é uma utopia, mas o único caminho viável para voltar a vencer. O calendário força escolhas rápidas. O Milan terá de apresentar a lista final até 31 de julho, mas as decisões sobre Maignan, Rabiot e Modrić já poderão ser tomadas nas próximas semanas, durante a preparação da pré-temporada em Milanello.
O diretor esportivo Gabriele Gravina já avisou: «Cada jogador terá que provar que merece a camisa». O que acontecerá agora? A redução do elenco não será apenas uma medida burocrática, mas o primeiro verdadeiro teste para Amorim.
Suas escolhas definirão não só o elenco para a próxima temporada, mas também a direção técnica do clube para 2026/27. O mercado de transferências de verão, já em turbulência, poderá sofrer acelerações repentinas dependendo dos resultados destas avaliações. Ler em MilanNews24
A redução do elenco para 25 jogadores não é um simples cumprimento regulamentar, mas o primeiro ato concreto da nova era rossonera. As decisões sobre Maignan, Rabiot e Modrić não dirão apenas respeito ao presente, mas marcarão a transição geracional que Amorim pretende estabelecer. Se jovens como Chukwueze e Musah conseguirem aproveitar a oportunidade, o Milan poderá estar a caminhar para uma reconstrução rápida e ambiciosa. Caso contrário, o risco é o de uma transição caótica de dois anos, com a equipe ainda muito presa ao passado.
MilanNews24milannews24.comPor Francesco Aliperta24 de jun., 7:45it-IT

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