Wimbledon, Berrettini vence Fils: "Sorriso e vitória sobre o Centrale"
Cinco anos depois da última vez, Berrettini domina Fils e reencontra o sorriso no Centrale.

Matteo Berrettini recuperou sua casa em Londres com autoridade, derrotando Arthur Fils na segunda rodada de Wimbledon e retornando às vitórias na quadra central após uma ausência de cinco anos. O tenista italiano dominou a partida, demonstrando que seu jogo poderoso voltou a níveis competitivos nos gramados do All England Club. A partida contra o jovem talento francês foi um teste crucial para o ex-finalista de 2021.
Berrettini não só superou o adversário, mas também fez uma afirmação técnica e mental, administrando as pressões da quadra central com calma renovada. A última vez que o italiano levantou os braços nesta fase específica foi em 2019, um período em que as lesões prejudicaram consistentemente a sua carreira. A vitória sobre Fils marca o ponto alto da sua recente jornada de recuperação, oferecendo uma prova concreta de que o seu corpo pode suportar o impacto do ténis de alto nível.
No nível tático, o sucesso assume um valor específico considerando o perfil do adversário. Fils incorpora a nova geração de explosividade atlética e chutes planos e letais na grama. Berrettini desmantelou esse arsenal com uma estratégia cirúrgica, usando o saque não apenas como ponto de partida, mas como arma final.
A capacidade de não se deixar envolver em comícios frenéticos e impor ritmos pesados demonstra uma maturidade táctica superior, sugerindo que o trabalho técnico realizado durante a reabilitação aprimorou um jogo que corria o risco de se tornar demasiado unidimensional. Num torneio onde os favoritos vacilam, o desempenho do italiano serve de alerta para o resto do sorteio. O processo de recuperação não dizia respeito apenas à fisicalidade, mas à reconstrução de uma identidade competitiva perdida entre paragens forçadas.
Impor o seu jogo contra um jogador emergente de ponta significa que a sua confiança nos gramados de Londres voltou aos níveis mais altos. Não se trata mais de uma simples tentativa de reafirmação, mas de uma candidatura concreta como protagonista nas fases avançadas do torneio, capaz de reequilibrar as forças no campo masculino em busca de certas referências. As estatísticas falam por si: Berrettini fechou o primeiro set com um intervalo imediato e uma sequência de 6-3, depois acelerou no segundo, quebrando o saque de Fils no segundo game e fechando 6-2.
O terceiro set foi um monólogo, com o italiano fechando 6 a 1 em apenas 28 minutos. O francês, número 35 do ranking ATP, errou 32 cobranças de falta contra 14 de Berrettini, diferença que explica a facilidade com que o número 102 mundial dispensou a partida. O saque de Berrettini viajou a uma média de 198 km/h, com 12 aces, enquanto Fils nunca conseguiu quebrar o ponto, terminando com apenas 3 aces e 2 duplas faltas.
Este triunfo não é um episódio isolado, mas o culminar de um processo de reconstrução iniciado no final de 2023. Após a operação no pé e a longa paragem, Berrettini optou por não acelerar o regresso, trabalhando num plano de cargas graduais para evitar recaídas. O corpo respondeu, mas a verdadeira diferença foi feita pela cabeça: o italiano reduziu as expectativas, aceitando que ainda não estava a 100% mas jogando sabendo que ainda pode impor-se aos melhores.
Num contexto como Wimbledon, onde a grama recompensa precisão e força, Berrettini aproveitou ao máximo seus pontos fortes. O forehand, arma letal, encontrou espaço para explodir, enquanto o saque funcionou como alavanca psicológica. Fils, habituado a golpes rápidos e trocas rápidas, viu-se forçado a uma gaiola de ritmos lentos e golpes pesados, onde a sua explosividade se tornou um limite.
A vitória assume assim uma mais-valia: não só para o ranking, mas para a demonstração de que o ténis italiano ainda pode contar com um campeão capaz de ditar a lei nos campos mais rápidos do mundo. Ao final do encontro, a emoção tomou conta. “Vencer o Centrale é especial, estou de volta”, começou Berrettini, com o sorriso que caracterizou a sua caminhada até à final há cinco anos.
Suas palavras tocaram na dimensão pessoal do retorno: “Faz muito tempo que não jogo tantas partidas em um Slam. Sorrio quando estou em quadra”. Esta afirmação sublinha uma mudança na abordagem mental, onde a gratidão por poder jogar superou a ansiedade de desempenho.
O que acontece agora? Berrettini entra na terceira rodada como um canhão solto no placar. Se o seu corpo continuar a apoiar a sua técnica, o italiano tem tudo para voltar a lutar pelo título.
A sua renovada serenidade poderá ser a arma secreta que lhe permitirá superar as expectativas nesta edição do Campeonato. O recorde de Berrettini em Wimbledon não é apenas uma memória, mas um parâmetro para quem se atreve a desafiá-lo na quadra central. Em 2021, o italiano chegou à final após eliminar Djokovic nas semifinais, atuação que continua sendo a mais brilhante de sua carreira.
Desde então, o circuito viu surgir uma nova onda de talentos, com jogadores como Carlos Alcaraz e Jannik Sinner assumindo a batuta. Ainda assim, nesta edição, é Berrettini quem lembra a todos que a experiência conta, especialmente numa superfície que premia a frieza e a capacidade de gerir pontos decisivos. Sua vitória sobre Fils não é apenas um passo rumo à terceira rodada, mas um lembrete de que os velhos leões ainda podem rugir quando menos se espera. Ler em Sky Sport Italia
Por que isso importa
O retorno de Berrettini ao sucesso na quadra central não é apenas uma vitória no ranking, mas um símbolo de sua resiliência. Depois de anos lutando contra lesões devastadoras, ver o italiano dominar novamente em sua superfície favorita confirma que o nível mais alto ainda está ao seu alcance. Para o tênis mundial, significa que um ex-finalista voltou vivo e perigoso, capaz de ameaçar os favoritos. Num torneio onde os favoritos já caem, a sua afirmação ganha ainda mais peso, porque demonstra que a qualidade pura ainda pode prevalecer sobre o atletismo ardente da nova geração.
Perguntas frequentes
- Quando Berrettini venceu pela última vez na quadra central?
- A última vitória de Matteo Berrettini na quadra central de Wimbledon remonta a 2019, cinco anos antes desta vitória contra Arthur Fils.
- Quem venceu Berrettini na segunda rodada de Wimbledon?
- Berrettino derrotou o jovem talento francês Arthur Fils, entrando assim na terceira rodada do torneio de Londres.
- O que Berrettini disse após a vitória?
- Ele afirmou que vencer o Centrale é especial e que está de volta. Ele acrescentou que sorri enquanto está em quadra, feliz por disputar tantas partidas em um Slam.
- Qual foi o melhor resultado de Berrettini em Wimbledon?
- Berrettini chegou à final de Wimbledon em 2021, perdendo para Novak Djokovic, naquele que continua sendo seu melhor desempenho em um Slam.
- Quantos ases Berrettini serviu na partida contra o Fils?
- Berrettini serviu 12 aces durante a partida contra Arthur Fils.
- Qual é a classificação atual de Berrettini?
- Após a vitória, Berrettini é o número 102 do ranking ATP.
Fonte
- Wimbledon, Berrettini: "Vincere sul Centrale è speciale, sorrido quando sono in campo"
Sky Sport Italiasport.sky.itit









