Napoli Feminino, penalizado por 4 pontos na Série A Feminina 2027-28
O Tribunal Federal Nacional impõe pena de quatro pontos para irregularidades tributárias, enquanto o presidente e o CEO sofrem inabilitações de três meses. O clube anuncia um apelo imediato.

O Napoli Feminino começa com uma desvantagem de quatro pontos na temporada 2027/28 da Serie A Feminina. A penalidade, imposta pelo Tribunal Nacional Federal por irregularidades tributárias ocorridas nos primeiros meses de 2026, foi confirmada pela seção disciplinar da FIGC. O clube, presidido por Raffaele Bifulco e liderado pelo CEO Alessandro Fistarol, também sofrerá a perda dos dois dirigentes, ambos desclassificados por três meses.
A decisão chega ao Napoli Feminino em um momento crucial, com o elenco se preparando para entrar em campo para uma temporada já cheia de expectativas. A pena, a cumprir ao longo de todo o campeonato, corre o risco de comprometer desde os primeiros dias a corrida a objectivos como a qualificação para as taças europeias ou a salvação. O clube reagiu imediatamente anunciando recurso contra a sentença, na esperança de obter a revisão da medida.
O Tribunal Nacional Federal justificou a sanção com a não regularização de algumas obrigações fiscais, um assunto que se arrastou durante meses e que agora termina com uma pesada pena. A desqualificação de Bifulco e Fistarol acrescenta ainda mais instabilidade a um clube que já luta com uma transição administrativa e desportiva. O presidente afirmou que o clube fará todo o possível para anular a decisão, sublinhando o seu compromisso em garantir a transparência e a justiça.
O que acontece agora? O Napoli Feminino terá que enfrentar as primeiras partidas da temporada com quatro pontos a menos, enquanto Bifulco e Fistarol serão obrigados a deixar temporariamente suas funções. O recurso pode levar à revisão da penalidade, mas enquanto isso a equipe terá que demonstrar resiliência dentro de campo.
O próximo movimento oficial virá com a audiência de apelação, prevista para os próximos meses. A penalidade faz parte de um contexto de crescente atenção da FIGC aos clubes femininos, com controles mais rigorosos sobre orçamentos e obrigações. O Napoli Women não é o único clube a ter de lidar com sanções deste tipo, mas a extensão da penalidade corre o risco de alterar o equilíbrio de um campeonato já caracterizado por uma competitividade crescente.
A questão também levanta questões sobre a capacidade dos clubes mais pequenos para gerir a transição para a profissionalização e a transparência, numa liga onde as margens económicas são muitas vezes escassas. As recentes reformas introduzidas pela FIGC para o futebol feminino, incluindo a obrigação de certificar demonstrações financeiras e a revisão dos parâmetros de sustentabilidade, visam elevar os padrões, mas correm o risco de penalizar os clubes que, apesar das boas intenções, lutam para acompanhar. O Nápoles Feminino vê-se assim obrigado a gerir uma crise administrativa ao mesmo tempo que tenta consolidar a sua posição num campeonato que se torna cada vez mais exigente do ponto de vista económico e desportivo.
A pena de quatro pontos não é apenas um golpe desportivo, mas também um sinal político. A FIGC está a utilizar sanções para acelerar a profissionalização do futebol feminino, um sector que até há poucos anos funcionava num regime semi-amador. O Napoli Feminino, com seu pênalti, torna-se um caso emblemático: um clube que investiu significativamente no futebol feminino, mas que agora tem que lidar com regras mais rígidas e uma burocracia que luta para acompanhar.
O caso realça o paradoxo de um sistema que exige transparência absoluta a estruturas que, devido à sua dimensão e recursos, não podem permitir-se margens de erro. O precedente de outros clubes, como o Parma Feminino em 2023, mostra como as penalidades podem ter repercussões: desde a perda de patrocinadores às dificuldades no recrutamento de jogadoras de alto nível, até ao declínio da confiança dos adeptos. O Napoli Women terá que seguir um caminho duplo: defender a sua posição em campo e, ao mesmo tempo, reconstruir a credibilidade administrativa.
O apelo não é apenas uma estratégia jurídica, mas uma necessidade para evitar que a pena se transforme num bumerangue económico e desportivo. O presidente Bifulco já anunciou que o clube também está avaliando medidas internas para fortalecer o controle fiscal e prevenir futuras irregularidades. Uma medida que, se concluída, poderá ser vista como um primeiro passo para a reabilitação.
Porém, o tempo está se esgotando: a temporada começará dentro de algumas semanas e cada dia perdido é um dia a menos para preparar o time para a batalha que o espera. O Tribunal Federal Nacional sublinhou que a sanção é proporcional à gravidade das irregularidades, mas também à necessidade de enviar uma mensagem clara a todos os clubes. O Nápoles Feminino, embora não seja um gigante económico, representa uma peça importante do futebol feminino italiano.
A sua penalização não é um problema apenas para o clube, mas para todo o movimento, que corre o risco de perder um clube competitivo e um exemplo de crescimento no Sul de Itália. O que acontece agora? O Napoli Feminino terá que enfrentar as primeiras partidas da temporada com quatro pontos a menos, enquanto Bifulco e Fistarol serão obrigados a deixar temporariamente suas funções.
O recurso pode levar à revisão da penalidade, mas enquanto isso a equipe terá que demonstrar resiliência dentro de campo. O próximo movimento oficial virá com a audiência de apelação, prevista para os próximos meses. Ler em Sky Sport Italia
Por que isso importa
Uma penalidade de quatro pontos no início pode derrubar as hierarquias de uma temporada. Para o Napoli Feminino, a penalidade se traduz em uma desvantagem imediata em um campeonato já competitivo, enquanto as suspensões na cúpula eliminam a continuidade gerencial. A capacidade de reagir em campo e na arena jurídica determinará se o clube será capaz de limitar os danos ou correrá o risco de afundar na luta pela salvação. O caso também destaca os desafios estruturais do futebol feminino italiano, onde a profissionalização forçada corre o risco de penalizar aqueles que ainda não possuem as ferramentas para se adaptarem às novas regras. A penalização das Mulheres Napoli torna-se assim um teste para a FIGC: será o sistema capaz de equilibrar rigor e sustentabilidade, evitando afundar clubes que, apesar dos seus erros, representam o futuro do movimento?
Perguntas frequentes
- Por que o Napoli Women recebeu uma penalidade de 4 pontos?
- A Justiça Nacional Federal sancionou o clube por irregularidades no pagamento de tributos no início de 2026. A decisão foi tomada pela Seção Disciplinar Federal.
- Quem são Raffaele Bifulco e Alessandro Fistarol?
- Raffaele Bifulco é o presidente do Napoli Women, enquanto Alessandro Fistarol ocupa o cargo de CEO. Ambos receberam uma proibição de três meses pelo assunto tributário.
- Quando a penalidade entrará em vigor?
- A penalidade de quatro pontos será aplicada na temporada 2027/28 da Série A Feminina. O Napoli Women começará, portanto, com uma desvantagem de quatro pontos em relação às outras equipes.
- As mulheres do Napoli apelarão?
- Sim, o clube já anunciou a intenção de recorrer da decisão do Tribunal Federal Nacional. A esperança é obter o cancelamento ou redução da pena.
- Como esta penalidade poderia afetar a temporada feminina do Napoli?
- Começar com quatro pontos a menos complica a luta por objetivos ambiciosos, como a qualificação para as taças europeias ou a salvação. O pênalti pode obrigar a equipe a um processo de recuperação já nas primeiras rodadas.
- Quais são os próximos passos do Nápoles Feminino?
- Além do recurso, o clube terá que administrar as ausências de Bifulco e Fistarol durante os três meses de suspensão. A prioridade será manter a competitividade no terreno e garantir a estabilidade administrativa.
Fonte
- Napoli Women, 4 punti di penalizzazione nella Serie A femminile 2026-2027
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