A França derrotou a Noruega por 4-1 no Grupo I e garantiu o primeiro lugar no Campeonato do Mundo, com Ousmane Dembélé a dar uma aula magistral de dois golos que sublinhou o seu ressurgimento de forma. Dembélé abriu o marcador aos 12 minutos, aproveitando um erro defensivo para ultrapassar Rune Jarstein após um contra-ataque rápido. A Noruega quase empatou antes do intervalo, quando Alexander Sørloth obrigou Mike Maignan a uma defesa certeira, mas o estrago já estava feito.
A França aumentou a vantagem aos 58 minutos, quando Dembélé serviu de provedor para Kylian Mbappé, que finalizou com precisão de dentro da área. Mbappé marcou o terceiro aos 67, contornando Jarstein para fazer o 3-0, antes de Dembélé completar os dois gols aos 79, com um chute de curva na entrada da área. As fragilidades defensivas da Noruega foram expostas repetidamente, com Jarstein derrotado quatro vezes – duas vezes apenas por Dembélé.
Os escandinavos conseguiram um golo de consolação através de Jørgen Strand Larsen aos 88 minutos, mas chegou tarde demais para salvar o orgulho. O meio-campo da França controlou a posse de bola durante longos períodos, com Aurélien Tchouaméni e Warren Zaïre-Emery ditando o ritmo e cortando as limitadas saídas de ataque da Noruega. A intensidade da pressão francesa nunca diminuiu, obrigando a Noruega a erros que se traduziram directamente em oportunidades.
A unidade de ataque da França agora soma um total combinado de 12 gols nas últimas três partidas, uma sequência que inclui vitórias sobre Chile e Dinamarca. Esta forma sugere uma equipa que atinge o seu auge no momento certo, com a movimentação de Dembélé e a finalização de Mbappé formando uma combinação letal. A Noruega, por outro lado, sofreu sete golos em dois jogos, um colapso defensivo que reflecte as suas dificuldades nas campanhas de qualificação para o Euro 2024.
O contraste táctico foi gritante: a pressão alta e o intercâmbio posicional da França desmantelaram a defesa desarticulada da Noruega, enquanto as tentativas da Noruega de jogar a partir da defesa foram consistentemente frustradas pela pressão do meio-campo francês. A capacidade da equipa de Deschamps de mudar de jogo em segundos expôs a falta de largura da Noruega, com os laterais Hugo Lloris e Ferland Mendy a esticar o jogo e a criar sobrecargas. O meio-campo da Noruega, liderado por Sander Berge, teve dificuldades para fazer a transição da defesa para o ataque, recorrendo frequentemente a bolas longas que foram facilmente interceptadas pela dupla agressiva francesa formada por Eduardo Camavinga e N’Golo Kanté.
O seleccionador francês, Didier Deschamps, elogiou o desempenho de Dembélé, afirmando: "O movimento e o produto final de Ousmane foram decisivos. " O seleccionador da Noruega, Ståle Solbakken, admitiu os problemas defensivos da sua equipa, dizendo: "Estávamos muito sobrecarregados. A França puniu todos os erros".
O que vem a seguir: A França avança para as oitavas de final como vencedora do Grupo I, onde enfrentará Portugal ou Turquia em um confronto que pode configurar uma possível quarta de final contra a Argentina. A Noruega, por sua vez, sai do torneio com apenas um ponto, e as suas vulnerabilidades defensivas são agora um ponto focal para análise antes da qualificação para o Euro 2024. O resultado também remodela o cenário da fase a eliminar, com a onda de ataque da França posicionando-os como favoritos em uma possível revanche nas quartas de final contra a Argentina, um empate que replicaria a final de 2022.
Para a Noruega, o colapso defensivo levanta sérias questões sobre a sua estrutura e competitividade, arriscando uma rápida saída do torneio. O domínio do meio-campo francês – especialmente o motor box-to-box de Tchouaméni e a compostura de Zaire-Emery – também sinaliza um time que pode controlar os jogos contra qualquer adversário na fase de mata-mata. Ler em GNews.io